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Lula toma decisão sobre aceno aos evangélicos e descarta evento com pastores


O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) resistiu aos pedidos dos ministros para fazer um gesto mais direcionado aos evangélicos, mesmo com a queda de sua popularidade e dificuldades especialmente entre esse grupo. Ele rejeitou propostas como a realização de um evento ou encontro com pastores, a criação de um grupo governamental de diálogo com o segmento e o lançamento de programas com políticas públicas específicas para os religiosos evangélicos.


Lula argumenta que não deseja substituir o ex-presidente Jair Bolsonaro no papel de líder religioso e que sua intenção é se aproximar dos evangélicos mostrando que eles também se beneficiam dos avanços do governo nas áreas sociais e econômicas. O presidente enfatiza que o Estado é laico e defende que a fé não deve ser usada politicamente, mesmo tendo sido mencionado em uma reunião ministerial recente.


Em conversas privadas, Lula afirmou que não vê problema em se reunir com pastores e que é uma pessoa que gosta de conversar com diferentes pessoas no país. No entanto, ele deu a entender que parte das lideranças evangélicas não está interessada em uma aproximação. Lula também se sente ressentido com o que considera ingratidão por parte de líderes evangélicos que foram próximos a governos petistas anteriores e depois se aproximaram de Jair Bolsonaro.


Durante a reunião ministerial, Lula destacou a importância de um país onde a religião não seja usada como instrumento político por um partido ou governo. Ele defendeu que a fé seja exercida com plena liberdade pelas pessoas que desejam praticá-la, e criticou a manipulação da religião de forma vil e baixa no país.


Os ministros responsáveis pela relação do Executivo com o público evangélico são Jorge Messias (Advocacia-Geral da União), Wellington Dias (Desenvolvimento Social) e Márcio Macêdo (Secretaria-Geral). Eles estão empenhados em conquistar políticos da bancada evangélica, participar de reuniões em igrejas e pensar em ações específicas para apresentar ao presidente.


Uma das propostas defendidas pelos ministros é a criação de uma política pública específica para mulheres evangélicas de regiões periféricas, que enfrentam violência, desemprego e baixa renda. No entanto, o Planalto ainda não deu aval para que essa iniciativa seja colocada em prática.

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